quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Universidade Adventista de Zâmbia gradua primeira turma com novo reconhecimento oficial
O ministro da educação do Zâmbia instou este mês os graduados da Universidade Adventista de Zâmbia a colocarem os graus acadêmicos conquistados a serviço do país, particularmente em áreas de desenvolvimento econômico.
September 17, 2007 Monze, Zambia
Elizabeth Lechleitner/ANN


Formandos da Universidade Adventista do Zâmbia estão entre 80 estudantes a obterem os primeiros graus acadêmicos com reconhecimento oficial após aprovação do programa escolar pelo governo do Zâmbia. [Foros de cortesia da Universidade Adventista do Zâmbia]

David Kenneth Kaunda, que trabalhou como professor antes de servir como primeiro presidente de Zâmbia elogiou a qualidade da educação que a Universidade Adventista do Zâmbia concede aos estudantes no país.

O ministro da educação do Zâmbia, Geoffrey Lungwangwa, à direita, disse aos formandos que embora boas notas e graus acadêmicos fossem importantes, o serviço prático à sociedade fará mais para promover o desenvolvimento econômico no país.
O ministro da educação do Zâmbia instou este mês os graduados da Universidade Adventista de Zâmbia a colocarem os graus acadêmicos conquistados a serviço do país, particularmente em áreas de desenvolvimento econômico. O ministro Geoffrey Lungwangwa disse que seu bom nível acadêmico seria de pouco valor se não contribuísse para a sociedade. "Zâmbia tem pressa para se desenvolver e não podemos dar-nos ao luxo de ter pessoas que pensam em termos de credenciais, em vez de. . . serviço a outros", disse Lungwangwa a uma turma de 80 durante a cerimônia de graduação em 2 de setembro. A turma é a primeira a completar um programa de quatro anos com reconhecimento oficial na Universidade Adventista de Zâmbia, desde que o governo de Zâmbia registrou a escola como uma universidade privada em 2003. "Esta graduação é uma afirmação do espírito de fé em Zâmbia", declarou Pardon Mwansa, um vice-presidente da Igreja Adventista a nível mundial. "A liderança da escola começou com nada mais do que fé e determinação de ter sua própria universidade. Esta é uma ocasião tão especial". Os começos da escola remontam a 1903, quando o missionário adventista W. H. Anderson cruzou o Rio Zambezi a partir da Missão Solusi, no Zimbabwe, para estabelecer a Missão Rusangu no Zâmbia, dois anos depois. A escola missionária logo cresceu tornando-se uma escola secundária e daí, no início dos anos 90, uma escola ministerial oferecendo cursos em Teologia e preparo para o ministério. Mas os diplomas que os estudantes recebiam ali não eram reconhecidos pelo governo nacional do Zâmbia. Mwansa disse que muitos adventistas zambianos, desesperados por obterem educação, mesmo assim freqüentavam a escola. Outros viajavam para o Zimbabwe, país próximo, ou para a África do Sul a fim de obterem seus graus acadêmicos. "Se você é atacado por um cachorro, vale-se do pau que tiver", declarou Mwansa, citando um adágio popular zambiano para descrever a situação. Em meados dos anos 90, os adventistas zambianos--alcançando meio milhão--redobraram seus esforços para assegurarem reconhecimento oficial. Dirigentes denominacionais no país fecharam a escola ministerial para focalizarem seus esforços no planejamento de uma universidade. Eles acrescentaram mais programas de graduação, contrataram professores qualificados, aprimoraram suas instalações e fizeram solicitação de reconhecimento oficial. Também submeteram planos de expansão que incluíam a construção de salas de aula e uma biblioteca, então convidaram o governo a monitorar o seu progresso. Durante seu discurso, Lungwangwa elogiou a crescente universidade por oferecer uma ampla gama de cursos em educação geral que equiparia os estudantes para o serviço além da graduação. Ele disse que os programas de formação de professores como oferecidos pela ZAU (sigla da universidade, em inglês) incentiva a educação contínua e ajuda a impedir que a educação no país venha a estagnar-se. Lungwangwa teve a companhia de David Kenneth Kaunda, que liderou Zâmbia à independência em 1964 e serviu como presidente nacional até 1991. Até sua eleição Kaunda trabalhou como professor e deu ênfase ao desenvolvimento educacional de Zâmbia durante a sua presidência. Kaunda destacou a elevada qualidade da educação que a ZAU oferece. Durante a cerimônia, ZAU, o vice-chanceler Mwenda Mulundano agradeceu o apoio do governo zambiano para o desenvolvimento da educação no país. Ele então instou o governo a avançar, estendendo benefícios tais como empregos e estipêndios escolares a estudantes e formados da ZAU. A ZAU é uma das seis universidades privadas em Zâmbia. A Universidade Adventista de Zâmbia está localizada na Província Sul do país, a cerca de 180 km ao sul de Lusaka, e a cerca de 300 km da Cachoeira Vitória.

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